DIETA CETOGÊNICA

​ A dieta cetogênica (DC), desenvolvida em 1921 por Wilder, inicialmente para tratar crianças com epilepsia de difícil controle, consiste em um planejamento com uma ingesta limitada de carboidratos (CHO) e fibras alimentares e uma grande quantidade de lipídeos e proteínas (PTN) – sendo maior a concentração de lipídeos. 

Claro que com o aumento da população com obesidade e sobrepeso e com a pulverização de informações sobre alimentação ao longo dos últimos anos, essa modalidade dietética voltou a cena como uma POSSIBILIDADE para pacientes que precisam eliminar esse excesso de peso. Não somente nesses casos, obviamente. 

A atual dieta cetogênica, ou Dieta Atkins (2004) consiste em 3 fases. A primeira em que o consumo total de carboidratos fica em torno de 15-20g/dia. Após atingir a máxima perda de peso, o indivíduo entra na segunda fase em que pode aumentar + 5g o consumo total de CHO/dia. E a terceira fase de manutenção – essa é variável de pessoa para pessoa e deve ser individualizada, avaliando-se a resistência de cada um (e os exames laboratoriais) ao aumento de CHO. 

A principal explicação do mecanismo fisiopatológico a DC consiste em induzir um estado de cetose – o mesmo estado em que o corpo se encontra em períodos prolongados de jejum – sem precisar de fato fazê-lo. Com a restrição dos CHO, caem os níveis de glicemia e aumentam os de corpos cetônicos (Beta hidroxibutirato e acetoacetato). Em vigência da permanência contínua dos corpos cetônicos no sangue (provenientes da quebra das gorduras) e dos níveis baixos de glicose, as células começam, após um período de adaptação, a utilizar esses corpos cetônicos como fonte de energia.

O mesmo acontece no cérebro, que é um órgão dependente quase que exclusivamente de glicose – daí a sua aplicabilidade em casos de epilepsia grave.  Enfim, a queda da glicemia também contribui para a diminuição acentuada da insunemia e da resistência insulínica, o que contribui de maneira efetiva e rápida para o emagrecimento.

Além disso, a DC contribui para modulação da resposta ao apetite a curto prazo – ou seja, diminui a fome.Mas calma que nem todo mundo pode se submeter a este tipo de alimentação. Pacientes diabéticos, especialmente aqueles mal controlados e com tendência a cetoacidose e a hipoglicemias devem consultar seu endocrinologista e nutricionista para elaborarem as melhores estratégias naquele momento.  Não existe a melhor estratégia. Existe a melhor estratégia naquele momento para aquele determinado indivíduo.

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