EXERCÍCIO FÍSICO E DISFUNÇÃO ERÉTIL

A disfunção erétil, além de comprometer as relações conjugais, pode ser um indício de que alguma coisa no organismo do homem não está bem.​Na maior parte dos casos, talvez por constrangimento ou por qualquer outro motivo, esse assunto acaba sendo negligenciado pela equipe de saúde e pelos próprios pacientes, que optam pelo auto tratamento.

​Todavia, como dito anteriormente, a disfunção erétil pode ser um reflexo de uma outra patologia e, por isso, merece toda a atenção e devida investigação e tratamento adequados para cada caso.​Dentre as principais causas encontram-se: problemas psicológicos, uso de medicamentos, doenças endócrinas, doenças cardiovasculares, diabetes, câncer e outros. Levando-se em consideração essas causas e em se sabendo dos benefícios da atividade física na saúde física e mental dos indivíduos, um estudo publicado no Annals of internal Medicine mostrou que exercícios vigorosos como a corrida foram relacionados a uma redução em 30% do risco de desenvolvimento de disfunção erétil em homens menores de 60 anos.

Outro estudo que avaliou o exercício intervalado em pacientes com hipertensão também evidenciou melhoras significativas no tratamento da disfunção erétil. Em suma, o exercício físico, seja ele qual for, melhora a função endotelial (vasos sanguíneos) e a produção de óxido nítrico,  além de estimular a liberação de endorfinas e serotonina (substâncias relacionadas ao prazer e bem estar) o que, consequentemente, contribui direta ou indiretamente para a prevenção e o tratamento da disfunção erétil.